Poluição do ar provoca 8,1 milhões de mortes em 2021, superando tabagismo. Partículas PM2.5/PM10 causam doenças graves. Ação urgente exige energias limpas e políticas públicas.
A poluição do ar é uma preocupação ambiental crítica com profundos impactos na saúde pública. A relação entre poluição do ar e mortes tem sido intensamente estudada, revelando dados alarmantes. Em 2021, por exemplo, aproximadamente 8,1 milhões de mortes prematuras foram atribuídas a essa causa, destacando a urgência em abordar essa questão global. Este artigo detalha como a poluição do ar, especialmente as partículas PM2.5 e PM10, afetam a saúde global, com foco em soluções necessárias para mitigar esses riscos.
Impactos Globais na Mortalidade
A poluição do ar se tornou um perigoso fator de risco para a saúde pública, contribuindo diretamente para 8,1 milhões de mortes prematuras em 2021. Profissionais de saúde estão alarmados com o fato de que 12% das mortes globais estão relacionadas à qualidade do ar insalubre. Países como a China e a Índia lideraram esses índices, respondendo por mais de 50% das fatalidades associadas. Essas estatísticas colocam a poluição do ar como o segundo maior fator de risco global de mortes, superando o tabagismo. Esta realidade demanda a formulação e implementação de políticas públicas mais eficazes e a adesão a acordos internacionais para redução de emissões.[1][2][4]
Partículas PM2.5 e PM10: Os Maiores Perigos
As partículas PM2.5 e PM10 são poluentes atmosféricos que representam grandes riscos à saúde. O PM2.5, particularmente, é prejudicial por ser inalatado profundamente nos pulmões, podendo penetrar na corrente sanguínea. Isso causa uma série de doenças cardíacas, AVCs, diabetes, câncer pulmonar, entre outras condições. Os dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que 99% da população mundial está exposta a níveis de poluição acima dos recomendados, destacando a necessidade urgente de ações corretivas.[2][3][4]
Efeitos em Crianças e Populações Vulneráveis
Os efeitos da poluição do ar são ainda mais graves entre crianças e populações vulneráveis. Dados indicam que mais de 700 mil crianças abaixo de cinco anos morreram em 2021 devido a complicações relacionadas a problemas respiratórios, como pneumonia e asma. Além disso, populações de idosos, minorias étnicas e residentes em países de renda baixa são desproporcionalmente afetadas. A situação complica-se ainda mais com a falta de infraestrutura de saúde adequada nesses locais, o que aumenta a carga de doenças e mortes prematuras.[1][2][4][8]
Poluição do Ar e Pandemias como Covid-19
Além dos efeitos conhecidos, a poluição do ar também se mostra mais crítica no cenário da pandemia de Covid-19. Poluentes como o NO2 e o ozônio exacerbam condições como a asma infantil, agravando o impacto da pandemia. O ano de 2021 viu o Covid-19 se tornar a segunda principal causa de morte global, com uma interação perniciosa entre o vírus e os poluentes, piorando as condições crônicas pré-existentes entre os afetados.[1][5]
Fontes Principais de Poluição e Superpoluentes
A compreensão das fontes de poluição nos ajuda a delinear um caminho claro para as soluções. Veículos automotores, indústrias, incêndios florestais, e o uso intensivo de carvão são apontados como principais emissores. Superpoluentes como metano são igualmente preocupantes devido à sua eficácia em contribuir para o aquecimento global e demandas urgentes para políticas direcionadas para sua limitação. Empenhar-se na transição para energias renováveis se torna, portanto, uma primordial frente de combate a essa crise.[2][7]
Desigualdades Regionais e no Brasil
A exposição à poluição do ar varia de região para região, sendo particularmente alta em países em desenvolvimento. Nações como a Índia e a China não apenas lideram em termos de emissões, mas também enfrentam problemas agudos de saúde pública. No Brasil, a situação não é menos preocupante. Com 99% da população vivendo em áreas com ar acima dos níveis de segurança da OMS, a desigualdade exacerba o impacto da poluição, evidenciando a necessidade de intervenções governamentais claras e eficazes para a redução desses níveis e melhoria do bem-estar público. [3][6]
Soluções e Redução de Combustíveis Fósseis
Promover a transformação no uso de combustíveis fósseis para alternativas energéticas sustentáveis é fundamental para mitigar a poluição do ar. Investir em fontes de energia limpa, ampliar o monitoramento da qualidade do ar e implementar políticas públicas de proteção ambiental são medidas necessárias. A transição para sistemas de transporte mais verdes e o incentivo a práticas industriais menos poluentes são formas comprovadas de melhorar a saúde pública e reduzir as mortes relacionadas à poluição do ar.[3][5]
Poluição Interna vs. Externa: Riscos no Dia a Dia
Nem toda a poluição do ar é externa; a poluição interna também contribui significativamente para problemas de saúde. Fontes internas como cozinhas inadequadas e sistemas de aquecimento rudimentares geram poluentes perigosos que afetam gravemente a saúde respiratória e são responsabilidades tanto de políticas públicas quanto de práticas domésticas conscientes para mitigar seus impactos.[5][7]
Conexão com Mudanças Climáticas e ODS
A poluição do ar está intrinsecamente conectada com as mudanças climáticas, especialmente no contexto das metas de Desenvolvimento Sustentável (ODS) das Nações Unidas. Poluentes como o metano afetam diretamente o aquecimento global, impactando drasticamente as metas a serem atingidas até 2030. Para garantir um aumento saudável na expectativa de vida global e minimizar os efeitos adversos sobre o clima, é de vital importância uma ação coordenada e eficaz contra a poluição atmosférica.[2][5]
Conclusão
A análise da poluição do ar e suas consequências sobre as mortes globais é um chamado urgente à ação. Medidas estratégicas de mitigação e políticas públicas devem ser priorizadas para proteger as populações vulneráveis e salvaguardar o meio ambiente. A colaboração internacional e a inovação científica serão cruciais para reverter as tendências atuais e promover a saúde global de forma sustentável.
*Texto produzido e distribuído pela Link Nacional para os assinantes da solução Conteúdo para Blog.



